sábado, 31 de dezembro de 2011

Loucura

A desventura
No fim do túnel
Acreditando,
Estar ao menos protegida
Das sombras,
E desse poderoso e cruel mundo insano.

Alguém mais tolo
Argumenta coisas naturais
Sem distinguir nada,
Somente ilusões.

Hospícios parecidos
Com uma jaula,
A jaula da imaginação.
Paisagens macabras
No desventurado cotidiano de louco!


(Bruna Selzlein)   01/12/11

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Chamas do Frio

Calafrios de medo
Jogo perdido,
Aposta vencida,
Apostador desconhecido.

Floresta úmida,escura
Jornada à procura do amor...
Mas isso é fictício,
Queima por dentro.

Golpe estranho.
Não consigo enxergar
Quem está por trás disso?
Parece uma perfeição.

Pontilhados feitos
No céu,na terra,
Procurando por você
Aonde você está?

Você é o ganhador,tal como perde,
Se esconde muito bem,da verdade.
Mergulhando no fogo
As chamas se apagam.

Sua floresta renasce.
Clareando-o.
Você aparece
Mas não consigo vê-lo.

É muita luz
Para pouca escuridão.
Só sinto o calor na sua floresta fria.


(Bruna Selzlein)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Lie

Dias estranhos
Alguma coisa
Querendo dizer...
Escandalosa.

Magníficas brincadeiras
Que deseja para a vida inteira,
Sapateia
Para a estrela.

Abriga a luz do dia
Como um parasita
Rastejando
Intrometido.

Sua intuição ,
Avisa,
Um intruso
Nesse anel da ficção.

(Bruna Selzlein)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Fly Away

Sobem o mais alto
que podem.
A luz da noite
Corujas fogem.

Voam para bem  longe
Um mundo desconhecido
Histórico,lendário
Paisagens...

Desaparecem em traços
Longos e velozes.
Reaparecem em alguma música
Algum cantar...

Dançam em noites
Assistem o dia,
Grande espetáculo
Magia.

Gigantes confiantes
Dicas interessantes.
Grande sigilo
Querido amigo!


(Bruna Selzlein)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Outono

Vento vai e vem
Folhas caem,
E levam meu bem.

Árvores nuas
Folhas mortas
Vivas,mortas
Ainda viva.

Chuva e frio
Vento e brisa.

Dias secos
Dias vivos,
Tons marrons
Em toda parte.

Lembranças
Do outono criança,
Quando corríamos
Pelas folhas secas
E pelas poças de lama.

Levadas ao vento...
Logo chega o inverno,
Chega e toma conta de tudo
E assim,começa tudo de novo.


(Bruna Selzlein)